Projeto criado vista a importância de um acompanhamento psicológico junto ao de terapia ocupacional em casos de crianças e adolescentes com desordem de processamento sensorial, já que os componentes emocional e sensorial são interligados e responsáveis pelo comportamento.

A todo momento, sentimos. Sentimos medo, alegria, prazer, angústia, assim como as informações que o ambiente nos proporciona: frio, calor, a areia da praia, a esponja do banho, os cheiros bons e ruins, a música, os sons graves e agudos, a bola de aniversário estourando, a aflição de alguma textura diferente, a adrenalina ou o medo da montanha russa e muitos outros.

Desde a vida intrauterina, já vivenciamos sensações. Após o nascimento, através da interação com o mundo, a criança vai aprendendo a atribuir significado às sensações. Ao processar as informações sensoriais do ambiente, sentimos as emoções, como a alegria de escutar uma música, o medo de pular de um lugar alto ou a saudade ao ver fotos. Constantemente, nos deparamos com sentimentos (felicidade, tristeza, medos, angústias) e sensações (sons, cheiros, toques) que muitas vezes não compreendemos e não sabemos como lidar.

“Embora há muito aceitemos o fato de que todas as sensações, como os sons e o toque, sejam percebidas por todos de forma mais ou menos semelhantes, sabemos, agora, que existem variações significativas na forma como os indivíduos processam até mesmo as informações sensoriais simples. Uma determinada sensação, portanto, pode produzir respostas emocionais completamente diferentes em determinadas pessoas. ” (Greenpan & Benderly)

Segundo Montissori M., a educação sensorial deve anteceder a educação das atividades intelectuais, pois é através dos sentidos que a criança entra em contato com o mundo exterior. Além de proporcionar um alicerce sólido para a aquisição de conhecimentos intelectuais, afina a sensibilidade estética e a harmonia do meio ambiente, influenciando na organização interior de cada um. “O caminho do intelecto passa pelos sentidos, principalmente pelo tato, porque é por meio do movimento e do toque que as crianças exploram e codificam o mundo ao seu redor. ” 

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